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Quem vai pró mar, avia-se em terra

PescariasNosAlgarves

Dedicado á pesca de bóia, surfcasting e embarcada
July 05

Matar saudades

 

Após 2 anos e alguns meses de ausência a um desporto/hobbie, que foi por onde começei a dar os meus primeiros passos no contacto com a pesca e que me marcou desde os 11 anos, decidi aceitar um convite de um amigo(Roger) que me pediu para o acompanhar numa caçada submarina.

Sinceramente valeu bem a pena, não só pelo resultado da caçada que até não foi mau, mas também para matar saudades de ver a beleza que o fundo do mar possui, que é espectacular.

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June 07

Revista "O PESCADOR"

 

É uma revista inovadora sobre um desporto lindo que é a pesca onde qualquer aficcionado, poderá adquiri-la em qualquer  banca, não perca. Entretanto aqui fica a capa principal.

Para mais infoemações, consulte também o blog da revista.  http://www.revistaopescador.blogspot.com/

Capa

May 23

Uma Noite De Convivio

 

Pois é, como elas (douradas) andam ai, ontem decidimos ir testar a nossa sorte.

Como a baixa-mar dava cedo, logo pela manhã, passei na casa do Pedro Costa (Tosta), para irmos apanhar isco, que era a primeira vez que íamos efectuar tal tarefa, se bem que já tínhamos algumas indicações, mas a teoria não é tudo e lá seguimos.

Fomos até á Espargueira (Alvôr), levámos uma forquilha (utensilio mais adequado para evitar cortar o isco quando se cava) e estávamos inclinados a procurar a "borracheira", famoso isco característico pela sua dureza, impedindo que se desfaça logo na primeira investida e que ultimamente tem dado boas provas na captura de douradas. Fartámo-nos de cavar e já quase no final, lá começámos a apanhar algumas, juntamente com coreano, minhocão, tripa e minhoca da areia, que para quem nunca tinha apanhado, foi um bom resultado.

Combinada a pescaria para as 19h30, assim fomos para o pesqueiro, mas faltava ainda o Cintra que acabaria por vir um pouco mais tarde. Começámos a pescar por volta das 21h00, o vento era fraco de noroeste e com a maré a encher, esperava-se bons resultados. Entretanto como o Cintra tinha trazido umas bifanas e uma chouriça daquelas tipo caseiras, fomos petiscando e falando sobre a vida. No segundo lançamento que fiz, ferrei uma douradinha com 0,5kg e ficámos a pensar "está a começar bem", o Cintra ainda tirou um sargo pequeno e até às 02h00 da manhã, não saiu mais nada.

Douradinha

Elas não apareceram como esperávamos, mas o melhor de tudo foi mesmo o petisco que estava um mimo e o convivio que é sempre um factor, muitissimo agradável na companhia de amigos.

May 14

A Dourada

 

Ouvi dizer que elas andam ai e algumas até de bom porte, mas ainda não tive tempo para lhes fazer uma visita este ano, então decidi colocar aqui, um tópico que tem como objectivo, descrever melhor este magnifico peixe.

 

Sparus aurata

 

Nome Científico: Sparus Aurata                                         Classe: Actinopterygii                                                       Ordem: Perciformes
Família: Sparidae

 

Caracteristicas

È um peixe de corpo oval, bastante elevado e comprimido. Perfil da cabeça regularmente convexo e pequeno. Boca baixa, um pouco inclinada. Com Lábios espessos, possuindo uma forte dentadura, composta por 4 a 6 dentes caniniformes em cada maxila, seguidos posteriormente por dentes mais obtusos, que progressivamente se tornam molariformes e se compõem de 2 a 4 filas, (dentes nas duas filas exteriores mais fortes).

dentição

Possui Branquiespinhas curtas, 11 a 13 com 7 ou 8 inferiores e 5 (raramente 4) a 6 superiores. Barbatana dorsal com 11 espinhas e 13 ou 14 raios moles (segmentados). Barbatana anal com 3 espinhas e 11 ou 12 raios moles. Possui entre 73 a 85 escamas ao longo da linha lateral. Coloração: cinza prateada com uma grande mancha preta por cima do opérculo e sublinhada por uma zona avermelhada e claro a inconfundível mancha dourada, pela qual ficou conhecida, entre os olhos contornada por duas zonas mais escuras (menos visível nos jovens).

Sem título

 

Distribuição Geográfica

È uma espécie comum no Mar Mediterrâneo, presente ao longo das costas Atlânticas orientais da Grã-Bretanha ao Senegal, e rara no Mar Negro.

                  distrobution map

 

Habitat & Biologia

Os adultos chegam a aparecer até os 150m de profundidade, mas geralmente habitam zonas até aos 30m, preferindo fundos rochosos, também com alguma vegetação e em fundos arenosos com alguma posidónia. Sendo uma espècie que tolera vários niveis de salinidade, na Primavera muitas vezes ocorrem em águas salobras( lagoas costeiras e estuários).POSIDONIA Reproduz-se no Inverno,   geralmente a partir de Outubro a Dezembro. È um peixe sedentário, solitário, encontrando-se por vezes em pequenos cardumes. Muito sensivel a temperaturas baixas, sendo o seu limite letal minimo de 4ºC. Esta espécie é hermafrodita protândrica, ou seja, atinge a sua maturidade como machos em 2 anos de idade(20-30cm) tornando-se depois em fêmeas em 2-3 anos(33-40cm), mas nem todos seguem este padrão, porque alguns atrasam ou nunca alcançam a reversão do sexo, possivelmente devido a sua relação social com o meio ambiente e factores genéticos.

 

Alimentação

Alimenta-se de peixes pequenos, mas as suas preferências são os moluscos bivalves e crustáceos.                                               

Ex: Mexilhão, Lingueirão ou Navalha, Caranguejo.

mexilhão lingueirão caranguejo          

 

* A última vez que as apanhei, já foi há dois anos e foram duas, uma com 1,500kg e outra com 2,400kg de noite ao fundo com lingueirão, que devido á maneira como elas se debateram, me deixaram com um sorriso de orelha a orelha.

Douradas  

Até breve, um abraço.

March 08

Um dia de Pesca

Hoje foi dia de mais uma jornada de pesca.

 

Combinei com o amigo Roger,  para  irmos fazer uma pescaria até á costa norte, a maré como dava tarde, decidimos que não valia a pena levantar muito cedo e assim aproveitava-mos para ficar no choco mais um bocado.

Por volta das nove e pouco, cheguei a Lagoa para ir buscar o Roger, que por incrível que pareça, conseguiu estar a horas no ponto de encontro e até já tinha tomado o pequeno-almoço, duas vezes.

Tomámos o café da ordem e partimos até á costa norte.

Quase a chegar á Carrapateira, notámos que o vento está forte e como tal, vai ser um dos factores a ter em conta para a escolha do pesqueiro, mas não iria ser o único factor….

Pois é, quando lá chegámos e como é normal nesta altura do ano, notou-se a presença de alguns carros, mas os pescadores, eram mais que às mães!!

Bem, tínhamos de ficar nalgum lado e como tal  começámos á procura de pesqueiro.

Lá conseguimos encontrar um sítio baixo, mas o vento, esse, é que se afirmava que nem tão cedo se iria.

A água estava óptima para que o peixe lá andasse, mas como a maré estava muito escorrida, decidimos esperar um pouco, até que enchesse mais.

 

 SUNP0011

 

Entretanto, fomos preparando o material e como tinha adquirido um fluorcarbono novo, decidi experimentá-lo para saber se era um elemento chave para fazer equipa com o meu fiel Mirage da Yo-zuri.

 

                       Maxima

 

Já era tempo de  pôr as canas de molho e começámos a iscar o famoso ralo, para começar.

A água mantinha-se boa e á excepção do vento forte, havia condições para o peixe aparecer.

Nos primeiros lançamentos, o ralo vinha tal e qual como foi, decidimos experimentar a gamba, para testar os apetites do peixe, mas a bóia nem se mexia e partimos para os moradores (tipo caranguejos eremitas), mas……..

Após algumas horas, estava visto que tínhamos escolhido mal o dia para a pescaria, era daqueles dias que nós dizemos “devia ter ficado mas era em casa”. Então decidimos partir em busca de outro pesqueiro, desta vez mais a sul (Sagres).

Chegámos a Sagres e como o estômago já pedia alimento, parámos num café para comer uma bucha e depois iríamos partir á procurar de pesqueiro.

A água estava lusa(limpa), o vento ali também se mantinha forte e claro com umas condições destas, notava-se perfeitamente que os pescadores eram muito poucos.

Mas como tínhamos tirado o dia para a pesca, fomos á procura de um pesqueiro mais abrigado do vento e onde a água mexesse mais.

Acabámos por encontrar um, que nos agradou e toca de meter o material na água.

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Logo no primeiro lançamento o Roger engata logo um sargote com umas 300gr, o que era um bom sinal!

Lançamento para ali, lançamento para acolá e lá se engatava daquelas medalhas, como nós chamamos aqueles sarguetes que só têm os olhos, que logo devolvíamos á água.

O tempo passava e o peixe digno de se ver, nada!!

Com a tarde quase toda passada e a maré cada vez mais escorrida, era tempo de arrumar a trouxa e rumarmos a casa, pois tinha chegado ao fim, mais um dia de pesca, que mesmo sem o factor importante dar o ar da sua graça, tinha sido um dia espectacular muito bem passado na companhia de um amigo e á beira-mar.

Enfim, melhores dias virão.                           

 

 

 

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